sexta-feira, 31 de julho de 2009

ALDEIA DE CARAPICUIBA






















A Aldeia de CARAPICUÍBA teve suas origens nas províncias oficiais, tomadas pelo capitão-mor Jerônimo Leitão, governador da Capitania no período de 1572 á 1592, que oficializou a 12 de Outubro de 1580, a doação de terras para a fundação de um povoado, adiante da Aldeia de Pinheiros, numa área já conhecida como CARAPICUÍBA, de forma a atender a petição dos índios e também os interesses das autoridades administrativas locais e dos jesuítas. Afonso Sardinha, o Velho, possuía grandes lavouras na região do Butantã e sua propriedade estendia-se das margens do Rio Tietê até os limites da Aldeia Jesuítica de CARAPICUÍBA. Sardinha, além de ocupar diversos cargos políticos, foi um grande apresador de índios, tendo dessa forma, povoado suas terras. Em 9 de julho de 1615, ele e sua esposa Maria Gonçalves doaram suas terras, com a capela de Nossa Senhora das Graças, da qual foi fundador, ao Mosteiro da Companhia de Jesus. A população da Aldeia vivia modestamente da exploração agrícola, do plantio e fiação do algodão, da caça e da pesca dos arredores. Em meados do século XVIII, inicia-se a criação de gado. Os índios eram administrados pelos jesuítas e trabalhavam em troca de uma muda de roupas ao ano, instrumentos de trabalho, remédios e orientação religiosa, fazendo para os padres, transportes de Santos à São Paulo das mercadorias necessárias à Companhia, além de trabalho agrícola e artesanato. CARAPICUÍBA funcionava nessa época como ponto de passagem para os Sertões do Sul. Por volta de 1698, os jesuítas do Colégio São Paulo, preocupados com a defesa dos índios, alegaram que as terras da Aldeia estavam esgotadas, determinando a transferência dos moradores da Aldeia de CARAPICUÍBA para a aldeia de Itapecerica. A partir de 1770, começou a surgir lentamente, o progresso. Além dos bandeirantes, que por ali passavam, também, tropeiros e mercadores que vendiam e transportavam mercadorias. Caminhos eram abertos para as aldeias vizinhas, de Santo Amaro, Embu, Itapecerica e Cotia. Novas casas foram construídas, outras foram levantadas nas proximidades. Instalaram-se casas de comércio e escolas. Da lavoura pobre e rústica passaram à pecuária, com a criação de gado. Em consequência, desenvolveu-se a vida política e social, em que os usos e costumes se manifestavam, marcando-se vida própria, com seus acontecimentos. Aos poucos foi criando seu folclore, assentado na religião, nas crendices, nas cantigas e nas danças, sendo a de maior relevo a Dança de Santa Cruz ou Sarabaquê, dança típica local, que consistia de três partes: saudação, roda e despedida. Entre os seus habitantes, as ocupações eram diversas. Havia os lavradores, os que cuidavam do gado, os organizadores de festas, os festeiros e os que exploravam o comércio, sobretudo em datas festivas.









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